Você preencheu o formulário com capricho. Listou os melhores cases do ano. Indicou clientes satisfeitos. E mesmo assim o resultado não veio ou veio aquém do esperado. Se essa situação parece familiar, saiba que você não está sozinho. Ano após ano, escritórios de alta qualidade técnica perdem posições no Chambers and Partners não por falta de competência, mas por falta de estratégia no processo de avaliação.
A verdade é que o Chambers não avalia apenas o que você faz. Ele avalia como você apresenta o que faz e, principalmente, o que as pessoas ao seu redor dizem sobre você quando o pesquisador liga.
Neste artigo, a END MKT revela o que os research analysts do Chambers realmente buscam em cada etapa da avaliação, quais são os erros mais comuns cometidos pelos escritórios e como transformar o processo de ranking em um ativo estratégico para o seu escritório.
Chambers and Partners: Muito Além de uma Lista
Fundado em 1990, o Chambers and Partners é o ranking jurídico mais respeitado do mundo. Presente em mais de 200 jurisdições, ele avalia escritórios e advogados individualmente em dezenas de áreas do direito de M&A e mercado de capitais a direito do trabalho, ambiental e contencioso.
As classificações são organizadas em bandas (Band 1 a Band 6, além de categorias como ‘Up and Coming’ e ‘Star Individual’), e cada posição representa meses de pesquisa, entrevistas com clientes reais e análise criteriosa de cases. Não existe compra de posição. Não existe favor. Existe método e quem domina esse método sai na frente.
“O Chambers é o único ranking que, quando você aparece nele bem posicionado, o cliente corporativo do outro lado do mundo acredita em você antes mesmo de fazer uma reunião.” Perspectiva recorrente entre sócios de escritórios ranqueados.
Exatamente por isso, entender a metodologia de avaliação do Chambers não é detalhe operacional é decisão estratégica de negócios.
O que os research Analysts do Chambers realmente avaliam?
O processo de avaliação do Chambers se baseia em três pilares principais, cada um com peso significativo na composição da classificação final. Veja o que está por trás de cada um:
1. A Submissão Escrita: Sua Primeira Impressão e a Mais Ignorada
A submission é o documento que o escritório envia ao Chambers com as informações que deseja ser avaliado: cases, composição da equipe, movimentações relevantes e destaques do período. É o ponto de partida de toda a análise.
O erro mais comum aqui é tratar a submission como um relatório institucional. Escritórios descrevem o que fizeram de forma técnica e burocrática, sem destacar o que torna aquele trabalho relevante, complexo e diferenciado no contexto do mercado.
O que os pesquisadores buscam na submission:
- Cases com contexto real: não basta listar a operação. O analista quer entender qual era o desafio, qual foi a contribuição específica do escritório e qual foi o resultado concreto para o cliente.
- Linguagem estratégica, não jurídica: a submission precisa ser compreensível para alguém que não é advogado. Clareza e objetividade são mais valorizadas do que densidade técnica.
- Relevância setorial: o pesquisador analisa múltiplos escritórios ao mesmo tempo. Cases que demonstram profundo conhecimento do setor do cliente têm muito mais impacto do que cases genéricos.
- Trabalhos de destaque que possam ser verificados: o Chambers pode validar as informações com os próprios clientes. Consistência entre o que o escritório afirma e o que o cliente confirma é fundamental.
DICA PRÁTICA Ao descrever cada case, use a estrutura: situação desafiadora + papel do escritório + resultado mensurável. Isso facilita a leitura do analista e torna o trabalho mais memorável.
2. As Entrevistas com Clientes: O Coração do Processo
Essa é a etapa que define ou derruba classificações. Os research analysts do Chambers entram em contato diretamente com as referências indicadas pelo escritório e realizam entrevistas estruturadas — por videoconferência ou formulário — buscando entender a qualidade real da experiência do cliente.
E aqui mora o maior equívoco: muitos escritórios indicam clientes satisfeitos, mas não os preparam para a conversa. Um cliente que não sabe o que esperar da entrevista tende a dar respostas vagas, superficiais ou até contraditórias em relação ao que foi descrito na submission.
O que os analistas perguntam aos clientes (e o que buscam ouvir):
- Como foi a comunicação do escritório ao longo do trabalho? (buscam: proatividade, clareza, disponibilidade)
- O escritório entendeu o contexto de negócio além da demanda jurídica? (buscam: visao estrategica, nao apenas tecnica)
- Como foi a gestion de prazos e imprevistos? (buscam: confiabilidade sob pressao)
- Voce recomendaria esse escritório para um caso similar? (buscam: lealdade e confianca genuina)
- O que diferencia esse escritório de outros que voce ja contratou? (buscam: diferenciais concretos, nao genericos)
Perceba: nenhuma dessas perguntas é sobre o resultado juridico em si. O Chambers parte do pressuposto de que todos os escritórios que chegam ao processo têm competência técnica. O que diferencia um Band 1 de um Band 3 é a experiência do cliente durante o trabalho.
Um cliente bem preparado não é um cliente que vai “forçar” elogios — é um cliente que consegue articular com precisão o valor que recebeu. Isso faz toda a diferença na avaliação.
3. As Entrevistas com os Advogados: Posicionamento e Visão de Mercado
Além dos clientes, alguns sócios são selecionados e são entrevistados pelos analistas. Essa etapa costuma ser subestimada — muitos sócios encaram como uma conversa informal, quando na verdade é uma oportunidade estratégica de posicionamento.
O que o pesquisador avalia nessas entrevistas:
- Clareza sobre o posicionamento do escritório na área avaliada
- Capacidade de articular cases relevantes de forma objetiva e convincente
- Visão sobre as tendências do mercado e como o escritório está se preparando para elas
- Coerência entre o que é descrito na submission e o que é dito na entrevista
- Perfil do advogado individualmente: liderança, reconhecimento por pares, contribuição para o desenvolvimento da área
Sócios que chegam à entrevista sem preparação — falando de generalidades, sem cases específicos na ponta da língua, sem uma narrativa clara sobre o diferencial do escritório — desperdiçam uma janela que se abre apenas uma vez por ano.
Os 5 erros mais comuns que custam bandas no Chambers
Depois de trabalhar com dezenas de escritórios no processo de rankings, a END MKT identificou os padrões de erro que mais frequentemente comprometem classificações. Veja se algum se aplica ao seu escritório:
1 – Submissions genéricas, sem contexto e sem profundidade: o escritório descreve o que fez, não por que aquele trabalho foi relevante ou complexo dentro do setor.
2 – Clientes indicados mas nao preparados: a referência não sabia que seria contatada, não lembrava dos detalhes do trabalho ou deu respostas que contradiziam a submission.
3 – Reportar casos sem estratégia e sem coerência com os textos institucionais. Submeter os mesmos casos do ano anterior
4 – Advogados despreparados para a entrevista: sem narrativa clara, sem cases memorizados, sem posicionamento definido — a conversa se torna superficial e não deixa marca.
5 – Gestão reativa do processo: o escritório trata o Chambers como uma tarefa anual de formulário, e nao como uma estrategia construida ao longo do ano inteiro.
Rankings nao se ganham em janeiro, quando o prazo de submission abre. Rankings se ganham em março, abril, maio — quando voce entrega um trabalho excepcional e cultiva um relacionamento genuino com o cliente que vai falar sobre ele meses depois.
Como construir uma estratégia vencedora para o Chambers
A boa notícia é que todos esses erros são corrigíveis. E a diferença entre um escritório que oscila entre bandas e um escritório que evolui consistentemente está justamente na existência — ou ausência — de uma estratégia estruturada para o processo de ranking.
Alguns pilares dessa estratégia:
Gestão de Cases ao Longo do Ano
Documente os trabalhos mais relevantes assim que eles são concluídos, enquanto os detalhes ainda estão frescos. Registre: o contexto do cliente, o desafio jurídico, o papel específico do escritório, os resultados concretos e o impacto no negócio. Essa documentação será a base da submission.
Relacionamento Ativo com os Clientes de Referência
Identifique, ao longo do ano, quais clientes seriam as melhores referencias para o Chambers — considerando tanto a qualidade do relacionamento quanto a complexidade dos trabalhos realizados. Mantenha esses clientes informados e engajados. Quando chegar o momento da indicação, eles precisam estar prontos para falar com propriedade.
Preparação Estruturada para as Entrevistas
Tanto advogados quanto clientes devem receber uma preparação estruturada antes das entrevistas com os analistas do Chambers. Isso não significa ensaiá-los — significa garantir que eles saibam o que esperar, que cases lembrar e como articular o valor entregue com clareza e autenticidade.
Submissions com Narrativa Estratégica
O texto da submission precisa ser escrito com foco no leitor — o research analyst — e não no cliente ou no mercado juridico. Isso exige uma linguagem mais acessível, uma estrutura clara e uma narrativa que destaque o diferencial do escritório sem exageros ou jargão excessivo.
Como a END MKT pode ajudar o Seu escritório no Chambers
A END MKT é uma consultoria especializada em marketing jurídico com expertise comprovada no gerenciamento de rankings internacionais — incluindo Chambers and Partners, Legal 500 e Análise Advocacia.
Atuamos em todas as fases do processo:
- Planejamento estratégico anual para rankings
- Identificação e gestão dos cases e clientes de referência
- Elaboração das submissions com narrativa estratégica e linguagem adequada
- Preparação de advogados e clientes para as entrevistas com os analistas
- Acompanhamento pós-publicação e planejamento de evolucao de bandas
Nosso trabalho é garantir que o escritório chegue ao processo de avaliação com a melhor versão possível da sua história — contada da forma certa, para as pessoas certas, no momento certo.
Se o seu escritório ainda nao participa do Chambers — ou participa, mas nao obtém os resultados que merece — este é o momento de mudar isso. Fale com a END MKT.
Conclusão: Competência técnica é o ingresso. A estratégia é o que faz você subir.
O Chambers and Partners reconhece os melhores do mercado juridico — mas o critério de avaliação vai muito além da qualidade técnica do trabalho. O que define uma boa classificação é a combinação entre excelência na entrega, relacionamento genuíno com o cliente e capacidade de comunicar esse valor de forma clara e convincente ao longo de todo o processo de avaliação.
Escritórios que entendem isso — e que estruturam uma estratégia consistente para o Chambers ao longo do ano — saem na frente. Os que tratam o processo como uma tarefa burocrática anual continuam deixando oportunidades na mesa.
A END MKT existe para garantir que o seu escritório esteja no primeiro grupo.







